domingo, 24 de setembro de 2017

o amor...

Cai pedaço do mundo por toda a parte, as pessoas estão cada vez com suas vidas mais corridas, é casa, é família, é saúde, são as ocupações do dia-a-dia, e algumas pessoas ainda investem grande parte do pouco tempo que lhes resta para amar.

Isso mesmo. Amar demanda tempo, e este, mesmo que seja pouco, se multiplica quando é o amor que está em questão. 

O amor tem o poder transformador de reverter muitas situações, de acalmar outras, e de resolver também. 

Penso eu que seria o amor a solução para grande parte dos desmantelos que temos na vida, porém vez ou outra estamos tão cegos com os aperreios diários ou até mesmo esporádicos que o deixamos de lado. Sim, ele mesmo, o amor..

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Algumas críticas são importantes para o crescimento e o bem-estar da relação.
Por outro lado, algumas pessoas criticam excessivamente , quase que por vício.
Precisam comentar qualquer gesto que o outro faça. Precisam jogar na cara as menores falhas.

Se qualquer detalhe sair do esquema que elas desejam, o tempo fecha. Caras feias são feitas. Escorpiões saem pela boca. 

Outros preferem criticar na forma de piadas bobas e sem graça que magoam do mesmo jeito ou até mais.

E se as críticas e piadas forem feitas perto de outras pessoas, pior ainda. Além do desejo, morre a cumplicidade, a confiança.

É um horror ver homens e mulheres ironizando e criticando o jeito de ser dos parceiros sem papas na língua, sem demonstrarem o menor respeito ou empatia por seus defeitos, por suas dificuldades e limitações. 

Mais terrível ainda é ver que as mesmas pessoas que criticam sem o menor pudor, sem o menor constrangimento, que não filtram aquilo que elas vão falar, muitas vezes, são as mais sensíveis na hora de receberem uma crítica. 
Enfim, despejam no outro aquilo que elas não suportam que seja despejado nelas.

Conversar sobre problemas graves, incentivar o parceiro a crescer como ser humano são atitudes inteligentes, promovidas por pessoas que querem aprimorar a relação, aparando arestas e evitando que questões pequenas tomem proporções maiores por falta de um bom papo. 

Por outro, passar o dia criticando em nada ajuda. Muito pelo contrário. 
A pessoa vai criar uma resistência tão grande ao outro que quando ouvir uma crítica construtiva, que vale a pena ser ouvida, vai ignorar porque já está saturada, de saco cheio. .

Mesmo que o parceiro queira realmente ajudar, a pessoa excessivamente criticada já não consegue mais confiar no conselho do outro. Tudo vira um grande blá blá blá.

Sim, o excesso de críticas é o túmulo dos relacionamentos, mesmo quando as pessoas continuam juntas. Sim, tem muita gente que por variados motivos se sujeita a ser saco de pancada do parceiro.

E normalmente, quem critica demais, não está bem consigo mesmo. 

Olhar para o outro , apontando os seus defeitos a todo momento, é uma maneira de não olhar para si. 
De não encarar aquilo que incomoda em nós mesmos. 
O quanto olhamos para nós?
O quanto paramos para avaliar a saúde da nossa alma, do nosso espírito, do nosso emocional? Muito pouco, né? 
Alguns quase nunca... às vezes nunca!

Então de repente aparecem aquelas dores no estômago, nas costas, enxaquecas, alergias, infecções, para não falar de coisas piores...
E quando menos reparamos, tudo se torna tão constante, que vira nossa rotina. Aprendemos a viver com as doenças. 

E qual é o máximo que fazemos? Reclamamos e nos enchemos de remédios, tratamentos... e nada! Tudo permanece igual. 
As dores sempre voltam, as reclamações também.

Nosso corpo nos alerta de inúmeras maneiras que há algo de errado acontecendo e não enxergamos realmente a raiz do problema.
Como anda a sua qualidade de vida? Seus relacionamentos?
Quanto tempo realmente dedica a coisas que te dão paz, prazer, felicidade?!

Mas esquecemos o real motivo de tanto esforço, esquecemos o maior objetivo, esquecemos de olhar para dentro de nós, esquecemos de viver... Simplesmente ignoramos a real doença e nos preocupamos com os sintomas.

Dores constantes? Alergias incuráveis? No dia em que percebermos o poder que a nossa mente tem, o que o nosso emocional pode fazer com o nosso corpo... Passaremos mais finais de semanas na praia, dançaremos mais, nos dedicaremos mais aos nossos relacionamentos, teremos mais momentos com nossos pais... amaremos mais.

Coloque o amor a frente de tudo, principalmente o amor próprio, e vejamos o que acontecerá com os sintomas. 

Precisamos entender que saúde é mais do que não estar doente, e sim estar bem com a nossa vida.
"Uma atitude positiva pode fazer muito mais por você do que simplesmente levá-lo a um melhor humor". (Jason Garcia)

"As pessoas que estão ao seu redor têm uma enorme influência sobre as suas atitudes. 
Essa influência se refletirá na qualidade da sua vida - e talvez muito mais do que você imagina. 

Possivelmente não seja sua intenção deliberada transmitir-lhe mau humor e azedar o seu dia. 
Contudo isso não significa que tal não poderá acontecer.

As pessoas de um modo geral têm três atitudes básicas quando confrontadas com uma atitude negativa.
1)Elas podem alterar a situação com um comentário positivo; 
2)podem manter uma atitude de indiferença; ou 
3)podem se juntar numa conversa negativa. Infelizmente o terceiro cenário é o caminho mais fácil de seguir.

Entretanto, em situações como essa é necessário tão somente usar o bom senso. 
Se você sabe de antemão que uma determinada pessoa ou um grupo nada mais irá lhe acrescentar do que desânimo e negativismo, a melhor coisa que você pode fazer – para seu próprio bem – é evitar tais situações."


"O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos". Provérbios 17:22
Ciclo da responsabilização, aprendendo a ter clareza do papel q exercemos nos eventos de nossas vidas.
Autores: Gary Keller e Jay Papasan
Livro: A Única Coisa

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

SETEMBRO

Neste momento, flui do mundo da luz uma uma força poderosa capaz de promover uma grande transformação... 

Transformando consciências e corações... Que nosso país seja envolto por essa luz. 

Que cada um dos brasileiros tenha consciência do seu papel e das suas responsabilidades. Que cada um faça a sua parte e cuide com amor do que lhe cabe. Que a consciência de coletividade fique mais forte em nossas mentes...pois no momento que eu prejudico alguém eu prejudico a todos e a mim mesmo. 

Que possamos tomar posse verdadeira dessa terra. Ela é nossa! Que possamos honrar esse solo sagrado .

Se você estiver esperando uma recompensa por ser uma boa pessoa, isso significa que você não é uma boa pessoa, mas um bom negociador. 
Faça o bem sem esperar nada em troca...nem um obrigado. 
Seja como uma flor que solta o seu perfume no ar, independente se tem alguém para apreciar ou reconhecer a sua fragrância..

Que neste momento uma onda de amor envolva a todos. sem esperar nada em troca..
Amor à pátria...amor à vida...amor ao próximo...cheia de luz...e cheia de fé.
Que assim seja..

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

6 táticas de produtividade


1. Grave sua própria “aula” sobre a matéria
Uma boa forma de reter conteúdo é ler uma parte da sua apostila e, em seguida, gravar sua própria voz explicando o conteúdo. 
O benefício é triplo: você precisará estudar com muita atenção para preparar sua “aula”, fará um ótimo exercício de síntese e memorização ao dizê-la em voz alta e, de quebra, ficará com um registro auditivo da matéria – que poderá ouvir no trânsito ou em qualquer hora do dia.

2. Resolva (muitos) exercícios
A preparação para um concurso só começa quando o candidato começa a fazer exercícios: todo o resto é mera introdução ao estudo. 
"A única técnica absolutamente necessária para ser aprovado é resolver exames anteriores da banca organizadora e dos últimos concursos para o cargo”, diz o especialista. Segundo ele, essa é a melhor forma de descobrir quais disciplinas exigirão mais ou menos aprofundamento.

3. Faça associações mentais – quanto mais engraçadas, melhor
Criar conexões entre palavras e conceitos é uma ótima forma de memorização. 
A relação entre termos pode vir por semelhança sonora, por exemplo. 
Uma dica útil é fazer associações bizarras, inusitadas ou engraçadas. Quando uma imagem mental faz “cócegas” em você, fica mais fácil fixá-la, mneumônicos são úteis para dominar conteúdos menos interpretativos, tais como listas, procedimentos ou regras que têm uma ordem obrigatória, por exemplo.

4. Elabore fichamentos dos textos
Escrever – de preferência à mão – é uma das melhores formas de guardar uma informação no cérebro. Por isso, embora a leitura de textos teóricos seja importante, também é obrigatório elaborar um resumo do conteúdo com as suas próprias palavras, afirma o professor Nestor Távora. Além de aprofundar o estudo, o fichamento pode ser consultado posteriormente no lugar do livro, trazendo economia de tempo para o concursando.

5. Estude em grupo
Trata-se de uma solução interessante para candidatos com dificuldades de concentração. “A principal vantagem desse modelo é estimular a discussão sobre os temas estudados, o debate com outras pessoas melhora o foco e facilita a memorização”.

6. Quebre suas sessões de estudo em blocos
Nosso cérebro não consegue se fixar num único objeto por mais do que uma hora, diz a neurociência.
Assim, o ideal é fazer intervalos regulares para descansar e mexer o corpo. 
Também vale intercalar as disciplinas entre si. Além de sobrecarregar menos o seu cérebro, a divisão da sessão em blocos temáticos fará com que você permaneça mais tempo estudando.
Como reprogramar as células do seu corpo para vibrarem na frequência do Amor de uma maneira completamente simples! 


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Na escola, tirar boas notas era relativamente fácil: bastava prestar atenção às aulas, ler atentamente as apostilas e resolver alguns exercícios na véspera da prova. 

Na vida adulta, porém, tudo vai ficando mais complicado. 

Não adianta ligar o piloto-automático diante de concursos públicos, exames de proficiência em línguas ou provas de admissão em programas de pós-graduação, por exemplo. 

A preparação precisa ser mais estratégica, com base em métodos para garantir a fixação e acelerar o processo de aprendizado.

sábado, 5 de agosto de 2017

Não se preocupe, *se ocupe.* Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente. 

Não se desespere, *espere.* Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar. 

Não se indisponha, *disponha.* Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre. 

Não se canse, *descanse.* Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.

Não menospreze, *preze.* Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes. 

Não se incomode, *acomode.* Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida. 

Não desconfie, *confie.* 

quinta-feira, 29 de junho de 2017


Precisava escrever.
...sobre coisas que não importam mais, sobre aquelas que decidimos deixar para trás, ou simplesmente, deixar ir.
...sobre as coisas simples que vivemos e nem sempre damos a importância que elas merecem; quantas vezes somos engolidos pela rotina diária e deixamos 'passar' da nossa importância 

...sobre essa falta de amor que tem marcado nossos dias de forma tão fria; sobre o dinheiro que veio para confundir o amor e o tal do bem querer; sobre carregar valores nos bolsos ao invés do coração; sobre se despedaçar para deixar outros inteiros e sobre permitir que pessoas nos despedacem.

 Precisava escrever.
...só para que, caso algum dia eu não me recorde mais, tenha registrado ao menos para recordar, ou quem sabe para contar. Recordar e contar sem sofrer. 

Todos nós temos algo a esquecer, a deixar em um ponto da nossa história em que não nos recordemos, a não ser quando escavamos em busca de lembranças só para recontar uma história, ou uma experiência. Não é mesmo? Sim, todos temos. 

Pode ser uma tropeçada, para substituir a palavra 'derrota', pois só pelo fato de chegarmos aqui, muitas vezes vencendo sozinhos grandes obstáculos, é uma grande vitória!

 ((pode ser um amor sofrido, um término doído, a despedida não desejada, o derradeiro abraço, a carreira estagnada, os repetidos nãos e nãos e nãos))

Precisava escrever.
...sobre essa coisa rara e boa que é ter paz: para decidir, resolver, ter, sentir, estar; sobre ser livre para ser o que quiser sem se permitir ferir pelo que vão pensar, e dizer; sobre ter coragem de ir além dos limites que nós mesmos colocamos, ou outros; 

...sobre coragem. Coragem para colocar um ponto final em tudo o que nos entristece, nos limita e, muitas vezes, nos diminuem; coragem para seguir em frente decididos a deixar a felicidade fixar residência na nossa vida, mesmo que para isso seja preciso uma poda dolorosa. 

A árvore precisa ser revitalizada. Guarde bem isso: fique atento ao que rouba a beleza dos seus galhos e bloqueia seus frutos. 
A poda pode ser dolorosa, mas é necessária. 
Precisava escrever.
Precisava escrever porque tudo é tão ligeiro, a vida é um sopro e... tem coisas que só saem da gente por escrito!




segunda-feira, 12 de junho de 2017

"Pergunte a si mesmo o que é realmente importante. 
Então tenha coragem e sabedoria para construir sua vida dentro da sua resposta."


terça-feira, 6 de junho de 2017

O padrão vibratório de uma casa tem relação direta com a energia e o estado de espírito de seus moradores.
O conjunto de pensamentos, sentimentos, estado de espírito, condições físicas, anseios e intenções dos moradores fica impregnado no ambiente, criando o que se chama de egrégora.
O que poucos sabem é que as paredes, objetos e a atmosfera da casa têm memória e registram as energias de todos os acontecimentos e do estado de espírito de seus moradores. Por isso, quando pensar na saúde energética de sua casa, tome a iniciativa básica e vital de impregnar sua atmosfera apenas com bons pensamentos e muita fé.

Evite brigas e discussões desnecessárias. Observe seu tom de voz: nada de gritos e formas agressivas de expressão. Não bata portas e tente assumir gestos harmoniosos, cuidando de seus objetos e entes queridos com carinho.
Não pense mal dos outros. Pragas, nem pensar! Selecione muito bem as pessoas que vão frequentar sua casa.
Se você nutre uma mágoa profunda ou mesmo um ódio forte por alguém, procure ajuda para limpar essas energias densas de seu coração. 

Alegria, amor, paz, prosperidade, saúde, amizades, beleza já estão bons para começar!!
não é mesmo?

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Apenas Reflita...

"Quando generalizamos, deixamos nossa ignorância falar mais alto do que a nossa capacidade de construir um argumento. São apenas palavras jogadas ao vento, pois não temos certezas, são apenas suposições. Generalizar é um costume feio, pobre, pois é difícil largar mão do pensamento raso sobre alguma coisa."

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Se tem algo que passamos a fazer quando APRENDEMOS COM A SITUAÇÃO ao menos é tentar enxergar o lado bom das coisas que nos acontecem, é seguir em frente. 

Seguir em frente se torna algo quase que natural, espontâneo. Lembrando que isso não quer dizer que seja fácil, minha gente. 

Seguir em frente não é fácil, nunca foi e receio que nunca se tornará mais fácil no decorrer do nosso crescimento, mas nos acostumamos. 

Nos acostumamos a ouvir certos "não's", a dar com a cara na porta, a reprovar em uma seleção, ao diagnóstico que não muda, a ouvir críticas que ferem vindo de pessoas que não esperávamos, nos acostumamos a nos 'desapaixonar' quando as coisas não saem da forma que nosso coração esperava. 

Isso soa como aceitar, aceitar o que Deus e a vida nos reservam lá à frente, quando passamos pelo teste do tempo, tendo passado por todos esses que já mencionei.

Crescer dói. Esfola. Deforma. Dói, e como dói! Mas nos ensina.

* Já perdi a conta de quantas vezes já escrevi sobre isso, sobre aprender com as situações adversas, mas não há como não falar a respeito. Tudo isso para dizer que é hora de virar a página. 

 Minha gente, é hora de virar a página! É hora de entender que seguir em frente requer coragem! Coragem para passar por cima de situações que nos entristecem e não temos como mudar. Entenda algo: para tudo há um jeito! Tudo.
Quando esse jeito não parte de nós mesmos, quando foge das nossas possibilidades e capacidades, vem por intervenção divina. É minha gente, Deus ajuda e age sim quando nós não conseguimos.

Virar a página, assim como seguir em frente, não é fácil não. Mas não é impossível. 
E quando conseguirmos é uma sensação de alívio tão deliciosa; é como uma corrida cansativa em um percurso cruel, e, ao cruzar a linha de chegada você recebe uma fruta, um suco ou água, se hidrata e lá na frente recebe um sorriso e uma medalha para juntar às que você já possui.

É preciso virar a página do sofrimento, da tristeza, da depressão (e é preciso falar disso mas deixarei para outra hora); virar a página do abuso, das agressões e pessoas desnecessárias; virar a página das lágrimas, pois sofrer, muitas vezes, é uma opção; virar a página da baixa alto estima, dos complexos de inferioridade, de se rebaixar sempre para fazer alguém se sentir melhor.

É preciso entender que muitas vezes é preciso deixar o velho ir embora e dar espaço para o novo chegar.

Vamos comigo nessa?!

O que a inveja está tentando te contar...

A inveja é um poder que precisa ser compreendido. 
Ela é um mecanismo de defesa criado para amortecer a dor que a pessoa sente por se acreditar inferior. 
Em algum momento ela desenvolveu a crença de que é incapaz e impotente para realizar determinadas coisas. 

A base deste mecanismo de defesa é fazer com que aquilo que ela acredita ser superior a si desça para o seu nível, já que no fundo, acha-se inferior e impotente para atingir o nível da pessoa. 

Então, quando vê alguém chegando ao estado que almeja, ela conta uma história para si mesma tentando fazer com que aquela pessoa “caia” para o nível onde ela se encontra, seja dizendo que o outro não é tão bom assim ou se convencendo de que existe alguma coisa errada, uma injustiça, nesta situação. 

A inveja solta raios – raios de maledicência. 
Dissemina uma série de venenos nos círculos por onde passa para que, de alguma forma, afete a pessoa invejada. 

O invejoso vai ao círculo onde a pessoa invejada está em alta, onde ela é respeitada, e começa a falar como quem não quer nada: “Aquela pessoa realmente é legal, é fabulosa. Ela tem aquele defeitozinho assim, mas não é nada, não é? O que importa é que ela é legal.” Pronto. Soltou o veneno! Criou uma dúvida a respeito da credibilidade daquela pessoa de uma forma bem sutil. 

A inveja é realmente um raio de energia destrutiva e para desarmar esse mecanismo é preciso, em primeiro lugar, tomar consciência dele. Você precisará entrar em contato com o seu sentimento de impotência, de inadequação, de não pertencimento, de fracasso. 

Só assim conseguirá sair desta distração que é ficar brigando com o outro ao invés de usar sua energia vital para ser feliz.

Os mecanismos de defesa, embora necessários para proteger o ego que está se desenvolvendo, são como um veneno que o animal segrega para se desenvolver. Mas chega um momento na jornada evolutiva em que esse veneno se volta contra a própria entidade, geralmente fazendo com que ela se distraia do seu processo evolutivo.

Geralmente o invejoso se ocupa com a vida do outro ao invés de olhar para o seu sentimento de inadequação, seu sentimento de impotência. Parece mais fácil  ficar para fora atuando na disputa e na inveja do que cuidar do que realmente dói dentro de si.

Essa referência que eu acabei de fazer é para a inveja de forma geral, mas ela se manifesta de formas diferentes para cada um, de acordo com o seu enredo, com a sua própria história. 

De qualquer forma, quando a inveja aparecer, estará sinalizando o caminho que você deve percorrer.

Eu tenho dito que a primeira fase da jornada evolutiva é destinada ao desenvolvimento pessoal. 

À medida que você descobre partes suas que estavam relegadas ao plano da sombra, que vai tomando mais consciência de partes suas que você não via, como a sua inveja e o que está por trás dela, vai liberando sentimentos que estavam trancados em negação.


Por isso, se você quer se aprofundar neste trabalho de cura e transformação, eu sugiro que você se recolha na medida do possível, evitando distrações, para poder sentir o que realmente precisa sentir. 

Trate de ser íntegro com os sentimentos, esse é o caminho. 
Daqui eu torço para que você tenha disposição para integrar tudo aquilo que precisa ser integrado em seu sistema!!!


sexta-feira, 26 de maio de 2017

A forma mais comum de engano no nosso sistema de pensamento deriva de usarmos uma mesma palavra com mais de um sentido. 
No caso em questão, a palavra é AMORNa linguagem coloquial, amor é usado como sinônimo de solidariedade, como amor por tudo e por todos aqueles que estão sobre a Terra. “Eu te amo” é uma expressão usada por um sedutor que conheceu sua “vítima” há poucos minutos e deseja levá-la para a cama. Pessoas alegres e pouco criteriosas se dizem encantadas e amam com facilidade cada nova pessoa que conhecem. 
Uma pessoa egoísta empenhada em se mostrar feliz consigo mesma não titubeia em afirmar: “eu me amo”
Estamos diante de diferentes usos da mesma palavra: uso equivocado, vazio, idealizado ou maroto. 
Usamos a palavra amor como um 7deOURO  em certos jogos: ela serve para todos os momentos e para todas as situações.

Usa-se mais a palavra amor do que vive-se o sentimento. E quantas são as pessoas que se sentem felizes no amor? Pouquíssimas. 
E quem é capaz de definir o que seja o amor? Quase ninguém. 
E como podemos pretender nos dar bem nesse campo se não sabemos nem mesmo como conceituar o sentimento? 
Peço licença para propor uma definição de amor.

*Defino o amor como o sentimento que vivenciamos em relação àquela pessoa cuja presença nos provoca a agradável sensação de aconchego. O aconchego é fundamental para nós, já que, desde o nascimento, nos sentimos desamparados, ameaçados, inseguros e incompletos. 
Nosso primeiro objeto do amor é nossa mãe. O objeto do amor vai se modificando ao longo da vida, mas em cada fase corresponde a um objeto definido. *Assim, o amor é um fenômeno interpessoal, já que amamos alguém cuja presença nos aconchega. 

De acordo com essa definição, não pode existir amor por si mesmo, posto que não me sinto completo e aconchegado quando estou sozinho. Se me sentisse assim pleno em mim mesmo, o mais provável é que não existiria o amor por outra pessoa, uma vez que o convívio íntimo implica em concessões e dificuldades que só são enfrentadas em decorrência dos benefícios que experimentamos a partir dessa intimidade.

Não tenho a menor dúvida de que sexo e amor correspondem a impulsos completamente diferentes, apesar de que sempre foram tratados com parte de um mesmo instinto, especialmente por parte da psicologia psicanalítica, tão influente no século XX. Do meu ponto de vista, o sexo corresponde a um fenômeno instintivo que se caracteriza pela sensação de excitação que experimentamos ao tocarmos nossas zonas erógenas. É evidente que o processo se sofistica principalmente a partir da puberdade, quando surgem as diferenças físicas entre os sexos e onde entra em cena a excitação que deriva dos estímulos visuais e também aqueles que derivam de fantasias que nossa mente é capaz de construir. 

De todo o modo, as diferenças entre amor e sexo são gritantes: amor é a sensação de prazer que deriva do fim da dor relacionada com o desamparo; sexo é um prazer positivo, já que independe da existência prévia de uma dor ou desconforto. 

O amor é interpessoal, uma vez que o aconchego depende da presença de uma outra pessoa; o sexo é pessoal, posto que a estimulação das zonas erógenas pode ser feita pela própria pessoa. Amor e sexo são impulsos completamente diferentes, que podem ser vivenciados separadamente. 
É claro também que combinam muito bem e nada é mais agradável do que trocar carícias eróticas com aquela pessoa que também nos provoca a sensação de aconchego!

Amor ao próximo pressupõe um sentimento difuso de amor por todas as pessoas, o que não está de acordo com a ideia de que o sentimento só se manifesta em relação a quem nos provoca aconchego. Pode existir uma certa sensação de aconchego quando nos sentimos integrados em um grupo maior, como por exemplo quando nos sentimos parte de um povo, de uma pátria. Penso que a melhor palavra para definir esse outro tipo de aconchego derivado de nos sentirmos integrados em um todo maior é solidariedade. 
Solidariedade é um sentimento humano sofisticado, através do qual nos integramos em uma dada comunidade. 
O sentimento pode nos fazer integrado a toda a humanidade, o nos permite entender as palavras do poeta quando ele fala “desses pobres de nós seres humanos”.

Outras vezes usamos em situações nas quais não estamos integrados, mas estamos preocupados com as pessoas que nos cercam. 
Compaixão descreve um sentimento derivado de nos sentirmos sofridos em virtude de nos identificarmos com o sofrimento daqueles que estão à nossa volta. Determina um desejo de ajudar aqueles que estão necessitados. É um sentimento vivido por alguém que se encontra em uma boa condição, mas que se incomoda com o fato dela não ser compartilhada por outros membros do grupo. 

Na solidariedade, somos parte do grupo e nos sentimos integrados nele. Na compaixão, estamos fora do grupo e sofremos com as dores dele. 

Amor próprio e autoestima derivam da ideia de que existiria um efetivo amor por si mesmo, o que contraria frontalmente a definição de amor.
Acontece que existe alguma coisa que sentimos em relação a nós mesmos. Só que não se trata de um ingrediente amoroso e sim sexual. 

Não existe amor por si mesmo, mas existe um importante elemento autoerótico. Existe um tipo de excitação sexual que deriva de nos sentirmos importantes, valorizados, olhados com admiração. Corresponde ao que chamo de vaidade.

Vaidade é conceito mais útil do que narcisismo, já que esse último implica na continuidade da confusão entre sexo e amor. 
Narcisismo não seria amor por si mesmo, mas sim erotismo focado em si mesmo; para esse fim, a palavra vaidade presta melhores serviços. 

Por força da interferência da razão, a vaidade também está a serviço da preservação da nossa integridade. Ela nos protege contra ofensas sutis à nossa pessoa, aquelas que ferem nossa vaidade. Ela nos protege porque, quando ofendidos, sentimos o oposto da sensação positiva da vaidade, que é a humilhação. 

Humilhação é a dolorosa sensação que vivenciamos quando somos depreciados, olhados com desprezo ou desdém. 

Dizemos que temos amor próprio quando nos insurgimos contra situações de humilhação. 
O termo ideal para substituir amor próprio talvez seja orgulho – ou seria honra? 
Nos sentimos ofendidos e gravemente feridos quando somos tratados de modo desconsiderado, o que nos provoca a sensação de humilhação, o que ofende nosso orgulho. O fenômeno não é amoroso e a ofensa nos incomoda mesmo quando vem de alguém que mal conhecemos. 
É claro que nos magoa mais quando somos agredidos por aqueles que nos são caros – e mais ainda pelo amado.

Autoestima, apesar de estima significar afeição, diz respeito ao juízo que fazemos de nós mesmos. 
Nossa autoestima é boa quando somos e agimos de uma forma que nós próprios aprovamos; a autoestima é baixa quando nós mesmos não estamos concordando com nossos procedimentos. 

É claro que a opinião dos outros pode interferir em nossa autoestima. Porém, um elogio ou qualquer ação externa que nos enalteça não nos provocará nenhum efeito se não estivermos satisfeitos com nossas posturas. 
É fato também que uma crítica vinda de fora, dirigida a quem já está tendo um juízo negativo de si mesmo, será muito mais facilmente absorvida. 

*Reafirmo, porém, que não se trata de gostar de si mesmo e que uma boa autoestima depende de estarmos vivendo de acordo com nossas próprias convicções.

O que pensar quando se ouve uma multidão de indivíduos repetir, sem qualquer esforço reflexivo, que “para ser capaz de amar uma pessoa tem que, antes, amar a si mesma”?  Não sou uma boa entendedora do texto bíblico, mas creio que o termo amor foi usado num sentido muito mais amplo
Penso que o texto bíblico pede às pessoas que tratem seus semelhantes com a consideração, respeito e zelo que esperam ser tratados. 

A reflexão é antes de tudo moral, na qual uma pessoa não deveria se atribuir mais direitos do que aqueles atribuídos às outras. 

Por outro lado, o narcisista – aquele que, segundo essa teoria, ama a si mesmo – não é capaz de amar outras pessoas. 
O amor se concentra em si mesmo por medo de se deslocar em direção ao outro. 
Medo sim, pois sabemos que o amor envolve risco de sofrimento derivado de uma eventual perda.

O narcisista é criatura imatura e que, por tolerar mal dores e frustrações, não se arrisca. Assim, não tendo capacidade para amar, apenas espera receber amor dos outros, além de amar a si mesmo. Essa também não é minha convicção, já que pessoas assim imaturas e medrosas não têm boa autoestima. Fingem estar bem consigo mesmas, mas é só aparência. No fundo, sabem que são um blefe e por isso mesmo se tornam invejosas daqueles que são mais corajosos e, não deveriam ser chamadas de narcisistas. Se existisse amor por si mesmo, como já escrevi, provavelmente não existiria o amor como o vivenciamos. 

Quem é corajoso, ousa amar e tenta aliviar o desamparo através do aconchego que a presença do outro determina. 
Quem tiver boa autoestima (juízo que fazemos de nós mesmos) – e isso é muito diferente de amar a si mesmo – será, isso sim, capaz de escolher melhor o parceiro, uma vez que se considerará com direito a uma companhia à altura do julgamento que faz de si mesmo.