sábado, 18 de março de 2017

A toalha caiu


jogar a toalha ou apenas aguardar ela cair (baita eufemismo, de alguem que toma porrada todo dia, mas "não desiste nunca").

Caiu!

Caiu que chegou a fazer barulho. Bateu pesado no chão. Peso do comodismo e do medo!

Do comodismo

Desde que entrei na a3, sempre bradei que estudaria para outro concurso... que eu tinha nascido para fazer isso. Não menti! amo a atividade sem rotina, adoro trabalhar na auditoria (mesmo sabendo que ficar sem dormir e me alimentar incorretamente vai me tirar anos de vida lá na frente).

Porém, sabendo que se eu continuasse estudando teria chance real de passar em outro cargo e, inclusive, com carreira/remuneração mais atrativos.

Me acomodei não só no cargo, mas no cenário em que me encontrava. É quase inevitável a gente dar aquela "relaxada" e achar que tudo está tranquilo, está favorável. Mas as coisas mudam. O cenário muda. A cabeça muda!

Vi a minha remuneração estagnar, meu poder de compra reduzir, as despesas aumentarem, enquanto outras carreiras até menos expressivas (não digo menos importantes) e de leque menos amplo de atribuições terem um salto no Plano de Cargos, Carreiras e Salários graças aos seus sindicatos com articuladores sagazes

De uma coisa não posso reclamar (chega a ser contraditório): ter ficado aqui neste estagio. Talvez em outro órgão eu estivesse ganhando mais, mas será que eu estaria tão realizada como estou agora? Ficará sempre a dúvida.

Do medo
O que é uma contadora com medo: É a mesma coisa de um médico que treme? De um jornalista gago? De um professor sem didática?
O problema é que agora estou com medo de não corresponder a tantas expectativas. Sabe quando você sente que não é bem aquilo que está lá no seu currículo?
Não que eu tenha escrito alguma mentira ou exagerado em algo. Mas meu currículo, que é muito melhor do que eu, agora me acusa de pedantismo!
Porque se no meu currículo eu contasse, não aquilo que já fiz, mas, por exemplo... o que senti, o resultado.
Medo de ter criado expectativas elevadas demais para o meu padrão. E é isso: nem comecei e já estou sentindo muita pressão. Chego em casa e quero ficar sozinha com umas questões:
"Será que não vai ser dessa vez?"; "Seriam estes dois quilinhos que provocaram todas essas reticências?"; "Ou será que foi o peso na consciência de estar abandonando a galera de lá?". São minhas dúvidas, inchando mais que o tornozelo. Aquele tênis novo, além de me custar o olho da cara levou também a unha do dedão! Como vou correr sem unha?
Vamos todos dar as mãos neste momento, respirar fundo e aguardar passar a tempestade. É o que temos pra hoje.

Acabou não, tá? Vírgula.
Desculpem, mas o sistema me leva a operar na lei do mínimo esforço.