quarta-feira, 31 de maio de 2017

Se tem algo que passamos a fazer quando APRENDEMOS COM A SITUAÇÃO ao menos é tentar enxergar o lado bom das coisas que nos acontecem, é seguir em frente. 

Seguir em frente se torna algo quase que natural, espontâneo. Lembrando que isso não quer dizer que seja fácil, minha gente. 

Seguir em frente não é fácil, nunca foi e receio que nunca se tornará mais fácil no decorrer do nosso crescimento, mas nos acostumamos. 

Nos acostumamos a ouvir certos "não's", a dar com a cara na porta, a reprovar em uma seleção, ao diagnóstico que não muda, a ouvir críticas que ferem vindo de pessoas que não esperávamos, nos acostumamos a nos 'desapaixonar' quando as coisas não saem da forma que nosso coração esperava. 

Isso soa como aceitar, aceitar o que Deus e a vida nos reservam lá à frente, quando passamos pelo teste do tempo, tendo passado por todos esses que já mencionei.

Crescer dói. Esfola. Deforma. Dói, e como dói! Mas nos ensina.

* Já perdi a conta de quantas vezes já escrevi sobre isso, sobre aprender com as situações adversas, mas não há como não falar a respeito. Tudo isso para dizer que é hora de virar a página. 

 Minha gente, é hora de virar a página! É hora de entender que seguir em frente requer coragem! Coragem para passar por cima de situações que nos entristecem e não temos como mudar. Entenda algo: para tudo há um jeito! Tudo.
Quando esse jeito não parte de nós mesmos, quando foge das nossas possibilidades e capacidades, vem por intervenção divina. É minha gente, Deus ajuda e age sim quando nós não conseguimos.

Virar a página, assim como seguir em frente, não é fácil não. Mas não é impossível. 
E quando conseguirmos é uma sensação de alívio tão deliciosa; é como uma corrida cansativa em um percurso cruel, e, ao cruzar a linha de chegada você recebe uma fruta, um suco ou água, se hidrata e lá na frente recebe um sorriso e uma medalha para juntar às que você já possui.

É preciso virar a página do sofrimento, da tristeza, da depressão (e é preciso falar disso mas deixarei para outra hora); virar a página do abuso, das agressões e pessoas desnecessárias; virar a página das lágrimas, pois sofrer, muitas vezes, é uma opção; virar a página da baixa alto estima, dos complexos de inferioridade, de se rebaixar sempre para fazer alguém se sentir melhor.

É preciso entender que muitas vezes é preciso deixar o velho ir embora e dar espaço para o novo chegar.

Vamos comigo nessa?!

O que a inveja está tentando te contar...

A inveja é um poder que precisa ser compreendido. 
Ela é um mecanismo de defesa criado para amortecer a dor que a pessoa sente por se acreditar inferior. 
Em algum momento ela desenvolveu a crença de que é incapaz e impotente para realizar determinadas coisas. 

A base deste mecanismo de defesa é fazer com que aquilo que ela acredita ser superior a si desça para o seu nível, já que no fundo, acha-se inferior e impotente para atingir o nível da pessoa. 

Então, quando vê alguém chegando ao estado que almeja, ela conta uma história para si mesma tentando fazer com que aquela pessoa “caia” para o nível onde ela se encontra, seja dizendo que o outro não é tão bom assim ou se convencendo de que existe alguma coisa errada, uma injustiça, nesta situação. 

A inveja solta raios – raios de maledicência. 
Dissemina uma série de venenos nos círculos por onde passa para que, de alguma forma, afete a pessoa invejada. 

O invejoso vai ao círculo onde a pessoa invejada está em alta, onde ela é respeitada, e começa a falar como quem não quer nada: “Aquela pessoa realmente é legal, é fabulosa. Ela tem aquele defeitozinho assim, mas não é nada, não é? O que importa é que ela é legal.” Pronto. Soltou o veneno! Criou uma dúvida a respeito da credibilidade daquela pessoa de uma forma bem sutil. 

A inveja é realmente um raio de energia destrutiva e para desarmar esse mecanismo é preciso, em primeiro lugar, tomar consciência dele. Você precisará entrar em contato com o seu sentimento de impotência, de inadequação, de não pertencimento, de fracasso. 

Só assim conseguirá sair desta distração que é ficar brigando com o outro ao invés de usar sua energia vital para ser feliz.

Os mecanismos de defesa, embora necessários para proteger o ego que está se desenvolvendo, são como um veneno que o animal segrega para se desenvolver. Mas chega um momento na jornada evolutiva em que esse veneno se volta contra a própria entidade, geralmente fazendo com que ela se distraia do seu processo evolutivo.

Geralmente o invejoso se ocupa com a vida do outro ao invés de olhar para o seu sentimento de inadequação, seu sentimento de impotência. Parece mais fácil  ficar para fora atuando na disputa e na inveja do que cuidar do que realmente dói dentro de si.

Essa referência que eu acabei de fazer é para a inveja de forma geral, mas ela se manifesta de formas diferentes para cada um, de acordo com o seu enredo, com a sua própria história. 

De qualquer forma, quando a inveja aparecer, estará sinalizando o caminho que você deve percorrer.

Eu tenho dito que a primeira fase da jornada evolutiva é destinada ao desenvolvimento pessoal. 

À medida que você descobre partes suas que estavam relegadas ao plano da sombra, que vai tomando mais consciência de partes suas que você não via, como a sua inveja e o que está por trás dela, vai liberando sentimentos que estavam trancados em negação.


Por isso, se você quer se aprofundar neste trabalho de cura e transformação, eu sugiro que você se recolha na medida do possível, evitando distrações, para poder sentir o que realmente precisa sentir. 

Trate de ser íntegro com os sentimentos, esse é o caminho. 
Daqui eu torço para que você tenha disposição para integrar tudo aquilo que precisa ser integrado em seu sistema!!!


sexta-feira, 26 de maio de 2017

A forma mais comum de engano no nosso sistema de pensamento deriva de usarmos uma mesma palavra com mais de um sentido. 
No caso em questão, a palavra é AMORNa linguagem coloquial, amor é usado como sinônimo de solidariedade, como amor por tudo e por todos aqueles que estão sobre a Terra. “Eu te amo” é uma expressão usada por um sedutor que conheceu sua “vítima” há poucos minutos e deseja levá-la para a cama. Pessoas alegres e pouco criteriosas se dizem encantadas e amam com facilidade cada nova pessoa que conhecem. 
Uma pessoa egoísta empenhada em se mostrar feliz consigo mesma não titubeia em afirmar: “eu me amo”
Estamos diante de diferentes usos da mesma palavra: uso equivocado, vazio, idealizado ou maroto. 
Usamos a palavra amor como um 7deOURO  em certos jogos: ela serve para todos os momentos e para todas as situações.

Usa-se mais a palavra amor do que vive-se o sentimento. E quantas são as pessoas que se sentem felizes no amor? Pouquíssimas. 
E quem é capaz de definir o que seja o amor? Quase ninguém. 
E como podemos pretender nos dar bem nesse campo se não sabemos nem mesmo como conceituar o sentimento? 
Peço licença para propor uma definição de amor.

*Defino o amor como o sentimento que vivenciamos em relação àquela pessoa cuja presença nos provoca a agradável sensação de aconchego. O aconchego é fundamental para nós, já que, desde o nascimento, nos sentimos desamparados, ameaçados, inseguros e incompletos. 
Nosso primeiro objeto do amor é nossa mãe. O objeto do amor vai se modificando ao longo da vida, mas em cada fase corresponde a um objeto definido. *Assim, o amor é um fenômeno interpessoal, já que amamos alguém cuja presença nos aconchega. 

De acordo com essa definição, não pode existir amor por si mesmo, posto que não me sinto completo e aconchegado quando estou sozinho. Se me sentisse assim pleno em mim mesmo, o mais provável é que não existiria o amor por outra pessoa, uma vez que o convívio íntimo implica em concessões e dificuldades que só são enfrentadas em decorrência dos benefícios que experimentamos a partir dessa intimidade.

Não tenho a menor dúvida de que sexo e amor correspondem a impulsos completamente diferentes, apesar de que sempre foram tratados com parte de um mesmo instinto, especialmente por parte da psicologia psicanalítica, tão influente no século XX. Do meu ponto de vista, o sexo corresponde a um fenômeno instintivo que se caracteriza pela sensação de excitação que experimentamos ao tocarmos nossas zonas erógenas. É evidente que o processo se sofistica principalmente a partir da puberdade, quando surgem as diferenças físicas entre os sexos e onde entra em cena a excitação que deriva dos estímulos visuais e também aqueles que derivam de fantasias que nossa mente é capaz de construir. 

De todo o modo, as diferenças entre amor e sexo são gritantes: amor é a sensação de prazer que deriva do fim da dor relacionada com o desamparo; sexo é um prazer positivo, já que independe da existência prévia de uma dor ou desconforto. 

O amor é interpessoal, uma vez que o aconchego depende da presença de uma outra pessoa; o sexo é pessoal, posto que a estimulação das zonas erógenas pode ser feita pela própria pessoa. Amor e sexo são impulsos completamente diferentes, que podem ser vivenciados separadamente. 
É claro também que combinam muito bem e nada é mais agradável do que trocar carícias eróticas com aquela pessoa que também nos provoca a sensação de aconchego!

Amor ao próximo pressupõe um sentimento difuso de amor por todas as pessoas, o que não está de acordo com a ideia de que o sentimento só se manifesta em relação a quem nos provoca aconchego. Pode existir uma certa sensação de aconchego quando nos sentimos integrados em um grupo maior, como por exemplo quando nos sentimos parte de um povo, de uma pátria. Penso que a melhor palavra para definir esse outro tipo de aconchego derivado de nos sentirmos integrados em um todo maior é solidariedade. 
Solidariedade é um sentimento humano sofisticado, através do qual nos integramos em uma dada comunidade. 
O sentimento pode nos fazer integrado a toda a humanidade, o nos permite entender as palavras do poeta quando ele fala “desses pobres de nós seres humanos”.

Outras vezes usamos em situações nas quais não estamos integrados, mas estamos preocupados com as pessoas que nos cercam. 
Compaixão descreve um sentimento derivado de nos sentirmos sofridos em virtude de nos identificarmos com o sofrimento daqueles que estão à nossa volta. Determina um desejo de ajudar aqueles que estão necessitados. É um sentimento vivido por alguém que se encontra em uma boa condição, mas que se incomoda com o fato dela não ser compartilhada por outros membros do grupo. 

Na solidariedade, somos parte do grupo e nos sentimos integrados nele. Na compaixão, estamos fora do grupo e sofremos com as dores dele. 

Amor próprio e autoestima derivam da ideia de que existiria um efetivo amor por si mesmo, o que contraria frontalmente a definição de amor.
Acontece que existe alguma coisa que sentimos em relação a nós mesmos. Só que não se trata de um ingrediente amoroso e sim sexual. 

Não existe amor por si mesmo, mas existe um importante elemento autoerótico. Existe um tipo de excitação sexual que deriva de nos sentirmos importantes, valorizados, olhados com admiração. Corresponde ao que chamo de vaidade.

Vaidade é conceito mais útil do que narcisismo, já que esse último implica na continuidade da confusão entre sexo e amor. 
Narcisismo não seria amor por si mesmo, mas sim erotismo focado em si mesmo; para esse fim, a palavra vaidade presta melhores serviços. 

Por força da interferência da razão, a vaidade também está a serviço da preservação da nossa integridade. Ela nos protege contra ofensas sutis à nossa pessoa, aquelas que ferem nossa vaidade. Ela nos protege porque, quando ofendidos, sentimos o oposto da sensação positiva da vaidade, que é a humilhação. 

Humilhação é a dolorosa sensação que vivenciamos quando somos depreciados, olhados com desprezo ou desdém. 

Dizemos que temos amor próprio quando nos insurgimos contra situações de humilhação. 
O termo ideal para substituir amor próprio talvez seja orgulho – ou seria honra? 
Nos sentimos ofendidos e gravemente feridos quando somos tratados de modo desconsiderado, o que nos provoca a sensação de humilhação, o que ofende nosso orgulho. O fenômeno não é amoroso e a ofensa nos incomoda mesmo quando vem de alguém que mal conhecemos. 
É claro que nos magoa mais quando somos agredidos por aqueles que nos são caros – e mais ainda pelo amado.

Autoestima, apesar de estima significar afeição, diz respeito ao juízo que fazemos de nós mesmos. 
Nossa autoestima é boa quando somos e agimos de uma forma que nós próprios aprovamos; a autoestima é baixa quando nós mesmos não estamos concordando com nossos procedimentos. 

É claro que a opinião dos outros pode interferir em nossa autoestima. Porém, um elogio ou qualquer ação externa que nos enalteça não nos provocará nenhum efeito se não estivermos satisfeitos com nossas posturas. 
É fato também que uma crítica vinda de fora, dirigida a quem já está tendo um juízo negativo de si mesmo, será muito mais facilmente absorvida. 

*Reafirmo, porém, que não se trata de gostar de si mesmo e que uma boa autoestima depende de estarmos vivendo de acordo com nossas próprias convicções.

O que pensar quando se ouve uma multidão de indivíduos repetir, sem qualquer esforço reflexivo, que “para ser capaz de amar uma pessoa tem que, antes, amar a si mesma”?  Não sou uma boa entendedora do texto bíblico, mas creio que o termo amor foi usado num sentido muito mais amplo
Penso que o texto bíblico pede às pessoas que tratem seus semelhantes com a consideração, respeito e zelo que esperam ser tratados. 

A reflexão é antes de tudo moral, na qual uma pessoa não deveria se atribuir mais direitos do que aqueles atribuídos às outras. 

Por outro lado, o narcisista – aquele que, segundo essa teoria, ama a si mesmo – não é capaz de amar outras pessoas. 
O amor se concentra em si mesmo por medo de se deslocar em direção ao outro. 
Medo sim, pois sabemos que o amor envolve risco de sofrimento derivado de uma eventual perda.

O narcisista é criatura imatura e que, por tolerar mal dores e frustrações, não se arrisca. Assim, não tendo capacidade para amar, apenas espera receber amor dos outros, além de amar a si mesmo. Essa também não é minha convicção, já que pessoas assim imaturas e medrosas não têm boa autoestima. Fingem estar bem consigo mesmas, mas é só aparência. No fundo, sabem que são um blefe e por isso mesmo se tornam invejosas daqueles que são mais corajosos e, não deveriam ser chamadas de narcisistas. Se existisse amor por si mesmo, como já escrevi, provavelmente não existiria o amor como o vivenciamos. 

Quem é corajoso, ousa amar e tenta aliviar o desamparo através do aconchego que a presença do outro determina. 
Quem tiver boa autoestima (juízo que fazemos de nós mesmos) – e isso é muito diferente de amar a si mesmo – será, isso sim, capaz de escolher melhor o parceiro, uma vez que se considerará com direito a uma companhia à altura do julgamento que faz de si mesmo.
As pedras tem um poder fascinante e pode desvendar alguns traços de nossa personalidade.
Além de “enfeitar”. As pedras podem nos dizer muitas coisas, revelar coisas ocultas sobre nossa personalidade.
 Quer saber o que ela tem a dizer sobre você? Escolha uma
1- OPALA: se escolheu essa pedra, saiba que você está sempre a procura da liberdade e ama a vida e faz de tudo para dela desfrutar. Gosta de refletir, de tranquilidade e se puder, corre da agitação do dia a dia.

2- MALAQUITA: hum, você que escolheu essa pedra tem uma esperança gigante no futuro e está muito ligada ao amor. Tem conflitos internos e já está na hora de aprender a enfrentar as mudanças que acontecem em sua vida. Analise tudo com muito cuidado e carinho.

3- PEDRA DO SOL: se essa pedra te encantou saiba que você é uma pessoa dinâmica e muito otimista. Sempre em busca de algo que inspire e nada de pensamento negativo. Seu otimismo é tão elevado que torna-se capaz de ajudar os outros abrindo novos caminhos para que estes possam trilhar com mais sabedoria.

4- OBSIDIANA LÁGRIMA DE APACHE: essa pedra traz um ar mais negativo, pois está ligada ao rotineiro e maus hábitos. Você precisa valorizar-se mais se almeja alcançar objetivos, só assim os conquistará.

5- HOWLITA: essa pedra simboliza a harmonia, paz e é conhecida como turquesa. Você tem muita sintonia com o lado espiritual, seja ele do passado, como do futuro. Adora fantasiar e lá no fundo, tem seu lado meio paranormal.

6- JASPE DÁLMATA: essa pedra te encantou, não é? Isso porque ela traz muita harmonia para consigo mesmo, simplicidade e muita simpatia. Sempre em busca de novas emoções, você esquece tudo ao seu redor para viver com diversão.

invenção da mentira

Uma das mais fascinantes aquisições da nossa espécie foi a linguagem. 
Mesmo dispondo de um cérebro competente, foram necessários vários milênios para que pudéssemos construir um conjunto de sons correspondentes a objetos, seus atributos e ações.
Depois, os sons tiveram de ser transformados em algum tipo de sinal, de desempenho – precursor das palavras e, finalmente, das letras que as compõem. 

O que cada criança demora poucos anos para aprender nos custou muito tempo para construir.

Estabelecida a linguagem, passamos a experimentar um período de grande e rápida evolução, a transferência de informações de uma geração para outra ficou muito mais fácil devido à existência da palavra.

Nossa memória foi suficiente para armazenar todo o conjunto de dados necessários para a evolução em cada setor das atividades humanas.
Essa característica de nosso cérebro pode ser estimulada por meio das palavras e os fatos e os conceitos se fixam no sistema nervoso.

Usando a linguagem, sabemos expressar os mais diversos estados da alma. Podemos fazer perguntas sobre as sensações do outro. Podemos conhecer suas alegrias e a razão de suas amarguras, de forma fácil e direta.

Infelizmente, parece que tudo é uma faca de dois gumes. Até agora, falamos das impressionantes vantagens que obtivemos com a aquisição da linguagem. 

Mas existe também o lado negativo desse processo que nos permitiu um uso mais adequado da inteligência. Por exemplo, uma pessoa, ao perceber que será punida se outras descobrirem determinado comportamento seu, poderá tentar esconder o fato por meio das palavras.

A MENTIRA não deixa de ser uma utilização sofisticada da inteligência, mas também é um subproduto dela por seu caráter imediatista. Pode ajudar momentaneamente. A médio e a longo prazo, leva o mentiroso a se perder, afastando-o da realidade. 
Sim, porque ele passa a utilizar a razão de forma menos rigorosa e precisa.
A mentira é “coisa dos espertos”, dos que querem tirar vantagem sempre. A longo prazo, não há trambique no jogo da vida.
Os seres humanos aprenderam a usar a linguagem para afastar o interlocutor da verdade.
Por meio da mentira, as palavras ganharam peculiaridades muito negativas: se impor indevidamente sobre outra.
A comunicação foi dando lugar ao jogo de poder, à dominação, ao desejo de enganar com o intuito de obter vantagens. 
Em vez de perseguir a verdade, a maioria costuma perseguir a vitória.

Como distinguir a verdade da mentira? Nem sempre é simples. Nem sempre é possível fazer essa separação. 
Mesmo assim, vale a seguinte regra geral: sempre que as palavras não estiverem de acordo com os fatos, prevalecem os fatos.
**/Se um homem diz a uma mulher que a ama muito e a maltrata o tempo todo, consideramos o tratamento e não a palavra.

Falar é fácil e, depois da invenção da mentira, só tem valor quando a palavra vem acompanhada de atitudes que confirmem o que está sendo dito.

terça-feira, 23 de maio de 2017

confiança

Engraçado como certos acasos do universo despertam um "sei lá o quê" de engrandecimento dentro da gente, que nos fazem repensar sobre questões bem maiores do que aquelas presentes no alcance do entendimento.

As relações hoje em dia são fundamentadas em valores que transpassam e muito os delicados limites do amor. Relacionar-se com quer que seja vai muito além de simplesmente desenvolver sentimentos por alguém. Empatia, paixão, apego, química, laços sanguíneos, amizade, afinidade, vontade, de nada amparam a parceria se o alicerce fundamental não estiver presente: a confiança.

*O fato é que a gente se deixa conhecer, cativar e merecer para só então presentear o outro com a dádiva de confiar.

Quebra de confiança é coisa séria demais. Talvez pelo longo caminho que o sentimento percorre até atingir o completo estado de entrega, pela exposição de um pedaço da alma da gente ao qual só pessoas realmente especiais conseguem ter acesso.

Confiança vai muito além do respeito, é praticamente um elo invisível entre você e o coração do outro.
Clichê, porém indubitavelmente verídico: uma vez quebrada, é impossível que o vínculo volte a ser o mesmo de outrora.


Entre todos os requintes de delicadeza que podemos dividir com quem esta do nosso lado por escolha, saber entrar e saber sair da vivência do outro é o maior deles!
sou de uma geração em que as pessoas consertam as coisas ao invés de simplesmente jogar fora.

Os meus olhos marejados de angústia não sabiam mentir o passado de brigas, mágoas e tormentas. É que as vezes a gente machuca o outro mesmo sem saber, assim, nas pequenas indelicadezas do cotidiano. 

Em uma sociedade carente de cuidados, os relacionamentos muitas vezes são tratados como objeto descartável e jogados no lixo com a mesma facilidade com que se despreza uma folha de papel rabiscada.

Manter uma dança a dois é quase tão difícil quanto encontrar alguém para subir ao palco.
Se tudo fosse flores se chamaria jardim e não relacionamento.

Confesso achar extremamente complicado essa história de colocar alguém com uma trajetória de vida, criação e valores diferentes dos nossos dentro das paginas do nosso livro.

Pela falta de tato em compreender as andanças do outro, surgem as brigas e discussões que instigam um dos dois a abandonar o navio mais cedo. É tão comum a gente jogar tudo para o alto por tão pouco.

Relacionamento exige muito mais que disposição, demanda constância  perseverança.


Um brinde aos recomeços e outro tintilar de taças ainda maior para as permanências.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

tempo q voa.....

Os dias tem passado numa velocidade assustadora, seguem voando as horas, meses, anos, e antes que se perceba, melhor parte da vida já se foi. 
Quando alcançamos certa experiência de vida, esse tempo que voa passa a nos preocupar, não por estarmos "ficando velhos", mas por ainda termos muito o que enfrentar. A palavra é enfrentar. 
Há tantas lutas diárias, tantas conquistas em vista, ou simplesmente tanto o que se viver, que a experiência nos mostra que já passamos daquela velha fase de nos importar com coisas desimportantes. Aquelas que só nos fazem ganhar, na melhor das hipóteses, uma úlcera. 
Elas tiram algo tão essencial das nossas vidas, a paz, e nos tempos atuais já são tão conturbados por várias razões, estar em paz é algo indispensável. 
Essa tal experiência nos faz cansar de insistir em relações, insistir em estar bem e em paz com quem não quer isso ou com quem simplesmente não valoriza o que a pessoa tem de melhor, nos esforços que ela faz para que tudo corra bem ou mais leve, cansaço de insistir em situações que  só trazem decepção e dor; cansaço de dar sempre o melhor e receber o mais econômico dos retornos; cansaço de rebater a críticas, provocações e insultos, mesmo quando infundados e injustos.

Enfrentar não é fácil, mas não há como viver sem enfrentar medos, desilusões e até mesmo a dor. 

Recentemente conversei com alguém que perdeu o marido, e em meio a uma conversa proveitosa ousei lhe perguntar como ela estava lidando com a dor da perda, e a resposta: "enfrentando, todos os dias. 
Decidi enfrentar de forma diferente, além de confrontar a minha dor, procuro ser melhor do que fui enquanto estive ao lado dele, ele gostaria de me ver enfrentar a vida da forma que tenho levado, sendo uma pessoa melhor." 

Refleti naquelas palavras e tive vontade de melhorar, mesmo não enfrentando um grande sofrimento para tomar esta decisão. 
É preciso coragem para enfrentar o maior de todos os gigantes, nós mesmos. 
Enfrentar a nós mesmos vencendo nossas vontades, e seguindo adiante.

Deixar coisas desimportantes de lado, evoluir e buscar melhorar. É assim que devemos encarar a vida, enfrentando.

quinta-feira, 18 de maio de 2017


piada de papagaio

Um casal tinha um papagaio que toda noite quando a mulher passava no corredor para ir dormir, o papagaio virava pra ela e dizia: - Vai dar heim sua vaca!!! Ela foi lá no quarto e disse para o marido que não acreditou, então ela falou: - Porque você não se veste de mulher e passa lá perto dele? O marido põe o penhoar, passa batom na boca e passa no corredor. O papagaio quando vê ele, diz: - IH, ALéM DE CORNO é VIADO TAMBÉM ...

Dois ladrões procurando casa para roubar, olha daqui, olha de lá e só via aquele aviso: C*UIDADO COM O CãO foi numa outra casa, ai eles deram risadas com o aviso: C*UIDADO COM O PAPAGAIO, um olhou pro outro e falou: - Vamos fazer ele assado, depois a gente rouba. - Tudo bem... - respondeu o outro Entraram e no corredor outra placa :C*UIDADO COM O PAPAGAIO úLTIMO AVISO, eles entraram rindo, de repente um fala: - Olha o papagaio ali, o papagaio também vê os ladrões e diz: - PEGA REX...PEGA REX...PEGA REX...


A situação ficou insustentável, pois a vizinhança começava a protestar. O papagaio falava mais palavrão que rufião na zona do meretrício. Aconselhado levou o seu louro a casa do sacristão que também possuía um, mas que passava o dia inteiro rezando. Assim que se viram juntos, o papagaio rezador do sacristão gritou: - Pu*a malcriada, até que enfim minhas preces foram ouvidas e me mandaram uma fêmea pra trepar.