De uma forma bem
sucinta, o hábito é a transformação de uma sequência de ações em
uma rotina automática. O ser humano
gosta de estar no controle, de poder tomar suas próprias decisões e direcionar
suas escolhas durante no dia a dia. Infelizmente, isso tudo é uma ilusão:
estamos seguindo vários hábitos já moldados e arraigados de forma automática. Somos
tão influenciados por nossos hábitos que toda ação é resultado dessa
influência, como nossas relações familiares e sociais, nossos exercícios
físicos ou a falta deles, os tipos de comida que comemos, o modo como nos
comportamos financeiramente, entre outros.
Cuidado com os hábitos
negativos
Precisamos ser fortes
às tentações pra não deixar os hábitos negativos invadirem nossas vidas.
Usar o nosso foco
de forma consciente, criando hábitos positivos e sabendo dos seus benefícios para
as nossas escolhas, é um caminho pra afastar as consequências desastrosas que
um hábito negativo pode gerar na nossa vida. Os hábitos funcionam como uma
cadeia: se programamos conscientemente hábitos bons, as atitudes e escolhas
seguirão o mesmo sentido e a nossa vida se organiza sem que percebemos.
Três Componentes do
Hábito
Para entendermos como
os hábitos são formados:
O primeiro ponto é o gatilho.
É o click no cérebro que nos permite escolher qual o hábito mais adequado para
usar e, então, poder entrar no modo automático.
O segundo ponto é a rotina.
É a sequência das atividades que vão caracterizar nossas ações como hábitos e
como são percebidos por um observador. As atividades podem ser físicas,
intelectuais ou emocionais.
E, fechando o ciclo de
um hábito, existe a recompensa. Esse componente vem facilitar a prática
do novo hábito, indicando ao cérebro se a sua sequência traz algum benefício e
como podemos aproveitá-lo.
A antecipação criada
pelo gatilho, a persistência da rotina e o desejo pela recompensa formam,
então, o hábito.
O que acontece após a
formação do hábito? O hábito, quando formado e incorporado ao nosso dia a dia, tem a
capacidade de tirar o nosso poder racional de decisão.
Os fumantes são
exemplos de que os hábitos nos dominam. É normal que, sempre após tomar um
café, o fumante acenda um cigarro. Quem fuma após o cafezinho não pensa
conscientemente: “agora é hora do cigarro”. É hora do café, depois é a hora do
cigarro. É automático. E os hábitos estão presentes em todos os momentos do dia
de qualquer pessoa, não só de quem desenvolve algum tipo de vício.
O nosso comportamento,
as nossas escolhas e ações estão extremamente ligados aos hábitos, desde os
exercícios físicos que praticamos (ou não) à nossa alimentação e preocupação
com provas e exames, praticamente tudo a nossa volta é fruto de um hábito.
Eliminação de Hábitos
Segundo os cientistas,
não é possível eliminar hábitos por completo, mas há uma forma de contornar
isso. Em ver de agirmos diretamente sobre os hábitos, nós precisamos trabalhar
e mudar a rotina que nos levam a eles. O segredo é criar um novo desejo,
ressignificar o desejo daquele hábito de modo que nos conduza à realização de
uma nova rotina para aproveitar a recompensa depois.
Em casos de hábitos
antigos, geralmente, as rotinas se tornam cansativas e indesejadas. Em vez de
eliminar esse hábito, recomenda-se alcançar a mesma recompensa através de uma
nova rotina.
Por que os hábitos são
tão poderosos? A resposta é a dependência neurológica que a recompensa cria no
nosso cérebro, ou seja, o desejo pela recompensa é tão intenso que o
hábito pode se tornar um vício. Porém, tem um detalhe especial: Ao
repetir a sequência da formação do
hábito – gatilho, rotina e recompensa – chegamos num nível em que o próprio
gatilho já representará um prazer percebido.
Enfim, esse é o
triângulo do hábito: gatilho, rotina, recompensa. E esse ciclo vai se
autoalimentando e os hábitos se fortalecendo cada vez mais. Por isso é difícil
ter foco e manter hábitos saudáveis.
Como Criar e Modificar
Hábitos
Somos aquilo que
repetidamente fazemos. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.
~ Aristóteles
Até a próxima!