Isso é verdade, de modo geral. Em Provérbios 22.15
lemos que a estultícia está no coração da criança, mas também encontramos
nas Escrituras exemplos de jovens muito maduros, como:
> Timóteo – cuja juventude não devia
ser desprezada;
> Davi, que ainda adolescente assumiu uma postura
humilde e determinada, diante de enormes responsabilidades;
> Joás, com apenas sete anos de idade foi feito rei
de Israel e fez o que era reto diante de Deus, enquanto esteve
debaixo da supervisão do sacerdote Joiada;
> Ezequias, outro rei justo de Judá, iniciou seu
reinado com 25 anos e fez grandes reformas religiosas na nação, agindo com
sabedoria e graça.
> Jesus Cristo, com 12 anos de idade, já ensinava
no templo, era jovem obediente aos seus pais, humilde, manso e sábio. Exibia já
naquela altura imensa maturidade.
Maturidade tem sido associada à capacidade de assumir
responsabilidades, em estar pronto para encarar as durezas e dificuldades da
vida, em ser adulto e tomar decisões difíceis, em entender situações complexas.
Maturidade é, então, muitas vezes, associada à idade
avançada. Mas, cautela! adultério, cobiça, complacência, para nomear alguns
poucos, são males que afetam os mais “maduros”.
> Abraão já era homem velho quando,
por medo de homens, mentiu a respeito de sua esposa – duas vezes!
> Ló já era homem velho quando coabitou com suas
duas filhas.
> Noé era bem idoso quando embebedou-se na frente
de seus filhos.
> Davi cometeu alguns dos seus pecados mais graves
quando já era homem experiente, com seus 50 anos para cima.
Então, a maturidade e imaturidade não têm a ver,
necessariamente, com a questão da idade, da origem, da condição social. Na
Bíblia, a maturidade está associada à santificação.
A santificação é aquela doutrina que fala da
transformação de nossas vidas, de uma nova mentalidade, ligada à Cristo e à
vontade de Deus.
Trata-se da ideia de nos negarmos a nós mesmos –
e isso é altamente contraintuitivo e vai na contramão da ideia de controle que
o mundo sugere para maturidade – tomarmos nossa cruz e crucificarmos este mundo
com Cristo.
Está ligada ao abandono do pecado, à mortificarmos
os feitos do corpo, à renúncia dos vícios e hábitos ruins, dos traços
de nossa personalidade que nos arrastam para pensamentos e práticas de nossa
velha natureza.
A maturidade cristã está associada à ideia de
crescimento espiritual, ou crescimento nas coisas da fé, à fome de Deus, ao
desejo de desfrutar de mais comunhão com Deus.
Está ligada a andar no Espírito, a viver no Espírito,
a cogitar das coisas do Espírito, a adorar em Espírito e em verdade, a produzir
o fruto do Espírito, está ligada ao desejo de crescimento e desenvolvimento
tanto no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo como na obediência.
A caminhada, as tribulações, as provas, as lutas, os
dramas e até algumas das nossas derrotas podem nos levar à maturidade, ao
refinamento da fé, ao crescimento e compreensão melhor das coisas.
Maturidade está ligada à plenitude e alegria em Deus,
ao regozijo, ao louvor e adoração sinceros.
O livro dos Salmos nos ensinam muito sobre esse
aspecto da maturidade: alegria de estar junto do povo de Deus; alegria de
adorar a Deus; plenitude e satisfação em Deus; paz em Deus; confiança em Deus.
Maturidade está ligada à virtude da humildade, do
senso de proporção e lugar; de contentamento, mansidão e sabedoria. Está ligada
a serviço. “Quem quer ser grande, sirva” – disse o Senhor Jesus aos seus
discípulos.
Amadurecer é ser mais parecido com Jesus.
O alvo deve ser o de ser transformado, de
glória em glória, na própria imagem do Senhor, pelo Espírito.
Que Deus faça de nós maduros!