Um mal-entendido comum quando se fala em inteligência
emocional é
reduzir o significado dessa competência à facilidade para relacionamentos
interpessoais. Como se bastasse ser
sociável, sensível às necessidades alheias e capaz de acalmar os ânimos quando
todos os demais estão nervosos.
A inteligência emocional vai
muito além disso,
não basta ser simpático, calmo e gentil: é preciso ter autoconhecimento,
capacidade de dar feedbacks difíceis, facilidade para mediar conflitos e
otimismo na hora de enfrentar adversidades, entre muitas outras
características.
Ter uma combinação balanceada dessas
capacidades específicas faz com que vc esteja preparado para grandes desafios:
1. Consciência de si mesmo Descreve
a capacidade de conhecer suas próprias emoções. Compreender as suas emoções
mais íntimas é fundamental para usá-las ao seu favor. Ter consciência de si
mesmo também significa saber quais são os seus limites e ter autoconfiança
sobre os seus pontos fortes.
2. Gestão de si mesmo Autocontrole
emocional, Capacidade de adaptação, Orientação para os resultados e Otimismo.
Essas capacidades são essenciais para não se desesperar diante de situações
adversas e manter o foco no trabalho, com a convicção de que tudo acabará bem.
3. Consciência social Ser
dotado desta competência significa ter consciência organizacional, isto é, a
aptidão de ler o estado emocional de um grupo e suas relações de poder, empatia
descreve a capacidade de compreender os sentimentos e perspectivas das outras
pessoas e colocar-se no lugar delas.
4. Gestão de relacionamento inclui
as seguintes capacidades: influência, mentoria, administração de conflitos, trabalho em
equipe e liderança inspiradora. Em resumo, descreve a capacidade de induzir
atitudes desejáveis em outras pessoas.
*Descritos os pilares da inteligência
emocional, fica clara a enorme distância desse conceito para a mera “simpatia”.
Imagine, por exemplo, que você tem um
subordinado com uma personalidade ácida e quase agressiva.
O que um chefe simpático faria?
Provavelmente conversaria com ele sempre “com jeito” e tentaria evitar
conflitos a qualquer custo. Não haveria situações desconfortáveis, mas o
problema continuaria latente.
Já um gestor com inteligência emocional
usaria suas habilidades de autocontrole para conversar com esse funcionário sem
deixar o nervosismo atrapalhar. Além disso, empregaria sua capacidade de
influência e persuasão para dar um feedback negativo sobre sua postura e
convencê-lo a mudar.
O olhar externo é
extremamente útil para ter um quadro mais exato do seu nível
de inteligência emocional,
até mesmo para o pilar “Consciência de si mesmo” — afinal, como você poderia
ser autoconsciente de que não é autoconsciente?