Existem,
como se sabe, hábitos bons e ruins. Todos nós temos ambos. Os hábitos
bons são produtivos, os ruins contraprodutivos. Felizmente, temos o
livre arbítrio de escolhermos entre qualquer um deles.
Os
hábitos ruins, em
geral, são mais fáceis de seguir. Concebem costumes que causam mais prazer,
mesmo que momentâneos e mesmo que destrutivos. Eles representam a mediocridade.
O homem médio (o “medíocre”, no termo de Jose Ingenieros) alimenta
prioritariamente hábitos maléficos. São guiados por tais atitudes.
Os
hábitos bons, ao
contrário, requerem obstinação – ou como se diz hoje em dia, “sangue
nos olhos”. Os hábitos bons são subsidiários. Quando não existem, são
substituídos automaticamente pelos ruins. Dependem de força de vontade e não
são impensados. Devem ser forjados e aperfeiçoados dia a dia com disciplina
= hábito. Adquiri-los demanda tempo, mas quando estão alojados em nossas
mentes e em nossos corações, tornam-se perenes. Com isso, tornam-se sadios e
prazerosos.
- Estudar
não é hábito.
Hábito
temos em escovar os dentes. Estudar deve ser por prazer!
O aluno,
sem saber da grandeza de sua resposta, contrapôs:
- vc não
tem prazer em escovar os dentes?
Estudar é
hábito e é prazer,
mas demanda tempo para tornar-se tal e qual.