sou de uma geração em que as pessoas
consertam as coisas ao invés de simplesmente jogar fora.
Os meus olhos marejados de angústia não sabiam
mentir o passado de brigas, mágoas e tormentas. É que as vezes a gente machuca
o outro mesmo sem saber, assim, nas pequenas indelicadezas do cotidiano.
Em uma
sociedade carente de cuidados, os relacionamentos muitas vezes são tratados
como objeto descartável e jogados no lixo com a mesma facilidade com que se
despreza uma folha de papel rabiscada.
Manter uma dança a dois é quase tão difícil
quanto encontrar alguém para subir ao palco.
Se tudo fosse flores se chamaria jardim e
não relacionamento.
Confesso achar extremamente complicado essa
história de colocar alguém com uma trajetória de vida, criação e valores
diferentes dos nossos dentro das paginas do nosso livro.
Pela falta de tato em compreender as
andanças do outro, surgem as brigas e discussões que instigam um dos dois a
abandonar o navio mais cedo. É tão comum a gente jogar tudo para o alto por tão
pouco.
Relacionamento exige muito mais que
disposição, demanda constância
perseverança.
Um brinde aos recomeços e outro tintilar de
taças ainda maior para as permanências.
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