É
preciso cuidado para não transformar o que é feito para ser lúdico em algo com
finalidade.
Na
prática, somos parte do mundo do "para que?" e temos tempo livre
crescente para o que é "só" gostoso: convém separar bem os dois
mundos.
Não
é fácil, para quem se formou na cultura do dever e do sacrifício, migrar para o
universo do prazer e se sentir à vontade para usufruir!
Do
ponto de vista da curtição, a pergunta que nos fazemos é "porque
não?" Tudo o que for agradável e prazeroso aparece como muito bem vindo!
No
mundo do "para que?" existem muitas coisas obrigatórias e no dos
prazeres tudo é facultativo e aí não cabe fazermos grandes concessões.
É
evidente que muitos são os que são apaixonados pelos trabalhos que fazem; isso
é ótimo: o mundo do dever e o do prazer andam de mãos dadas!
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