como arquivar toneladas de informações que são produzidas durante todo o tempo de
estudo:
Resumo – o famoso “memorex”, pode ser uma pequena anotação à mão, até um
grifo colorido ou um sublinhado, o que interessa mesmo é que fique destacado do
restante do texto;
Ler em voz alta – é muito comum ouvir alguém dizer que estuda
assim. Quem ler em voz alta memoriza melhor o conteúdo que está lendo, pois
nesse momento são ativados dois importantes canais de comunicação que estimulam
bastante a memória: visão e audição;
Macetes ou Acrônimos - são palavras formadas por letras ou sílabas
iniciais, para servir como um “gatilho de lembrança” naquele momento em que
queremos lembrar algum assunto bem difícil. É mais ou menos parecido com uma
“sigla”. Quem não conhece o famoso L I M P E, usado para lembrar os cinco
princípios da Administração Pública?
Esse processo ocorre em 5 fases:
CAPTAÇÃO – momento em que você le, ouve ou assiste a uma aula;
FIXAÇÃO – aqui você terá que guardar o que captou, usando para
isso, uma técnica de memorização para lembrar, como por exemplo: os resumos
(memorex), Flash Cards (cartões de memória) ler em voz alta, ouvir uma gravação
de uma aula, fazer um Mapa Mental;
MANUTENÇÃO – essa a parte que mais precisa de atenção, pois não
adiantaria ter um trabalhão danado para captar e fixar o que aprendeu se não
fizer o possível e o impossível para manter tudo fresquinho na memória. As
técnicas usadas para isso seriam as revisões, simulados, exercícios de
resoluções de questões, dar aulas para outras pessoas, como se fosse um
professor;
RECUPERAÇÃO – essa fase é uma espécie de prova para sua memória, e
também para avaliar se as técnicas usadas estão funcionando corretamente. É
também o momento em acontecem os famosos “brancos” na memória, causados
principalmente por fatores emocionais diversos.
SONO – é cientificamente comprovado que as informações só se organizam
em nossa memória durante o sono. É mais ou menos como se você jogasse centenas
de papeis dentro de uma gaveta sem nenhuma ordem ou classificação. Durante o
sono, o cérebro organiza tudo em seu devido lugar, como se fosse um verdadeiro
arquivo pronto para ser consultado a qualquer momento. Assim, fica logo claro
que precisamos dormir muito bem para ter uma memória saudável.
Treine sua memória – da mesma maneira como um músculo precisa de
atividade física diária para aumentar o seu volume, nossa memória necessita de
estímulos para aumentar sua capacidade de absorver informações. Os melhores
exercícios para isso são os jogos de raciocínio como damas, xadrez ou mesmo
aqueles simples passatempos encontrados em banca de jornal, como as palavras cruzadas,
Sudoku (jogo com números) etc. O importante é não deixar de praticar. Há quem diga que a memória é como um músculo, que cresce sempre
que exercitado para não tornar falha e preguiçosa.
Revisão -
Revisar uma matéria aumenta exponencialmente a chance de se
lembrar dela posteriormente. E mais, relendo um conteúdo há também a repetição
do estímulo nervoso de arquivamento da informação e, com isso, a memorização é
mais certa.
Interesse -
Quanto maior o interesse, mais facilmente se aprende e se
arquiva o conhecimento na memória.
Escrita -
Escrever é uma forma de ampliar seu banco de dados e exercitar
a memória, REDACAO é exercício para memória.
Abandone o processo “decoreba” – decorar não é
aprender... Se você recorre a esse tipo de recurso toda vez que precisar
memorizar alguma coisa, saiba que isso é um veneno para nosso cérebro, pois o
exercício de ficar por horas repetindo a mesma coisa, além de muito trabalhoso,
compromete a concentração.
RESUMO DA ÓPERA – Já dizia o velho poeta: “mente sã, corpo
são”. Portanto, cuide bem da sua memória, seja organizado e disciplinado e,
consequentemente, terá também um corpo saudável e pronto, não só para estudar
para concurso público, mas para qualquer outra atividade. Não importa se você
usa 25 ou 100% da sua memória para estudar, o importante é manter as
informações sempre acessíveis para quando precisar.
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