Saudade Dói... Trancar o dedo numa porta
dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco,
um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua,dói
cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de
quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência
consentida..
Você podia ficar na sala e ela no quarto,
sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia
sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou
torna-se menor, ou quando alguém não deixa que esse amor siga, ao outro
sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando em
um ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba
por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o
dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa
daquela mania de estar sempre ocupada;
Saudade é realmente não saber!
Não saber o que fazer com os dias que
ficaram mais longos;
não saber como encontrar tarefas que lhe
cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de
uma música;
Saudade é nunca mais saber de quem se ama,
e ainda assim doer;
Saudade é isso que senti enquanto estive
escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou
de ler…
Nenhum comentário:
Postar um comentário