sexta-feira, 29 de abril de 2016

E se fossemos mais gentis com nós mesmas?

Delicadeza nao se ensina, é diferente do respeito. 

Delicadeza é temperamento, nao se obtém com a idade, não é uma promoção da sensibilidade, não vem com a educação ou imitação dos pais.
Delicadeza é um defeito maravilhoso, uma loucura do bem, uma paranoia sadia. Oferecer mais do que foi pedido, oferecer-se à toa. Não um hábito, mas uma missão. 
Delicadeza é vontade de abraçar com as palavras, beijar com as palavras, assumir as palavras.

Gentileza não é para qq um. Não é boa ação, não é ajudar alguém atravessar a rua, mas ajudar a atravessar a alma.
Gentilieza não pede recompensa, não conta pontos ao paraíso. 
Gentileza é ser mais do que estar. É cuidar sem precisar ser cuidado.

É copreender sem necessitar perguntar. É uma compaixão por aquilo que não presta, mas que tem muito sentido.
É passar livros que se gosta adiante, roupas que se gosta adiante, lembranças que se gosta adiante. Quem acumula não é gentil, gentil é quem naonão se economiza, não deseja colecionar pertencimentos.

Delicadeza é uma felicidade que não acaba nem com a tristeza. É uma gana de viver que não termina nem com a dor.

Delicados são os que guardam uma letra de música para dizer para alguém, é dançar coladinho na sala com a própria voz.
... É se importar com aquilo que tem necessidade, é criar necessidade do nada. É perder tempo pensando no outro mais do que em si mesmo, é ceder espaço para o outro mais do que a si mesmo. É um gesto natural, amar a disposição, amar o que vem pelo acaso, amar o capricho, fazer as coisas tão acabadas que o embrulho é o próprio presente.


Gentileza é uma paixão responsável. É quase uma telepatia se não fosse presença completa. 
A presença é sempre maior que a telepatia, é a gentileza é a generosidade mais verdadeira, porque não depende de ninguémnão é um investimento, não traz juros para fé.. ((sejamos assim))

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