Não
se perde apenas a carteira, a chave do carro, o ônibus. Não se perde apenas o
juízo, a saúde, a vida. Não se perde apenas a vergonha, o caráter, a reputação.
Não se perde apenas o emprego, a oportunidade que passa, mas não pára, o ente
querido. Perde-se
também o ânimo, aquela força motriz que põe tudo em movimento. Isso acontece
com todo mundo, com o justo e com o pecador. É uma situação desagradável, ameaçadora e paralisante.
Davi
perdeu o ânimo quando encontrou a cidade de Ziclague, onde estavam sua mulher e
seus filhos, as mulheres e os filhos dos seus seiscentos companheiros,
destruída pelo fogo, e quando percebeu que os familiares tinham sido levados
como prisioneiros pelos amalequitas. Mas ele conseguiu reanimar-se no Senhor e
então teve condições de reagir e transformar por completo o quadro (1Sm
30.1-20).
De fato, uma injeção de ânimo faz bem. Uma boa saúde, uma boa
situação financeira e um bom relacionamento familiar podem tornar o desânimo
mais difícil e menos frequente, mas não são suficientes para manter o ânimo em
todo o tempo e em todas as circûnstânicas. O ânimo precisa ser mantido e
renovado custe o que custar, principalmente quando há algum baque emocional, de
causa conhecida ou não, de dentro para fora ou de fora para dentro.
Somos todos
complicados, vulneráveis e frágeis. E as circûnstâncias nem sempre ajudam. Daí
a necessidade de algum socorro sem perda de tempo, de alguma reanimação boca a
boca! O mais urgente possível.
Não
é a toa que Jesus dizia repetidas vezes: “Tenha bom ânimo” (Mt 9.2; Mc 10-49;
Jo 16.33). Todos precisam de ânimo, principalmente aqueles que estão à frente
de algum empreendimento. Esta foi a receita de Moisés a Josué: “Não tenha medo!
Não desanime!” (Dt 31.8). Sem ânimo, não se sai do lugar, não se avança, não se
conquista nada e ainda se contagia os outros.
Deus
é a fonte de todo ânimo. Ele pode nos reanimar tantas vezes quantas forem
necessárias e nos transformar em reanimadores dos outros. Esse bem poderia ser
o nosso alvo esta semana.
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